ELVI EM NOTÍCIA

MAI/2010

 

ELVI EQUIPA COZINHAS DA HIDRELÉTRICA DE JIRAU EM RONDÔNIA

 

No sudoeste da Amazônia brasileira, onde o majestoso rio Madeira, um dos maiores da bacia amazônica e do mundo, faz a divisa natural entre as terras do Brasil e da Bolívia, uma gente audaz e valente, sem medo do trabalho, fez crescer um Estado próspero e generoso, sempre aberto a acolher aos que ali chegam para tornar-se um deles. Essa terra, que por quase quatro séculos manteve-se praticamente intacta aos conquistadores, tornou-se, já nos anos de 1970, o Eldorado brasileiro, a verdadeira "terra prometida" para mais de um milhão de migrantes de todas as partes que ali encontraram o seu destino.

 

Essa é Rondônia, a segunda mais nova unidade da federação brasileira, terceira maior economia da região Norte e o maior potencial de crescimento de todo o Brasil atualmente, graças a um mega projeto de desenvolvimento sustentável e integração nacional da região, batizado de Complexo do Rio Madeira.

 

Complexo do Rio Madeira

 

Ambicioso e multifacetado, o Complexo do Rio Madeira visa o aproveitamento da capacidade do Madeira para geração de eletricidade e navegação para suprir o aumento da demanda de energia no Brasil na próxima década. Visa, também, integrar a infra-estrutura energética e de transporte Brasil/Bolívia/Peru, estendendo a navegabilidade da hidrovia do rio Madeira dos atuais 1.056km (de Porto Velho até Itacoatiara, no Amazonas) para 4.225 Km, até o território peruano, com saída certa para o oceano Pacífico. Na prática, isso representa uma considerável redução das distâncias e dos custos para o escoamento de produtos nacionais, principalmente do agronegócio, tornando o Brasil mais competitivo internacionalmente, sobretudo no mercado asiático e da costa oeste americana.

 

O pilar básico do projeto está nas duas usinas hidrelétricas que estão sendo construídas no rio Madeira, consideradas o carro chefe do segmento de geração de energia do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal - a de Santo Antônio, com uma capacidade instalada de 3.150 megawatts e a de Jirau com 3.450 megawatts, perfazendo um total de 6600 megawatts, 6,6% da capacidade instalada de geração de energia elétrica no Brasil hoje, que é da ordem de 100.000 MW. As usinas do Madeira serão o 3º maior pólo de geração de energia hidrelétrica do País, atrás apenas de Itaipu (14.000 MW) e Tucuruí (8.340 MW), porém com índice de eficiência energética (MW por km2 de área inundada) superior a estas.


Regionalmente, as usinas tirarão da dependência da energia térmica os Estados de Rondônia e Acre, que utilizam, majoritariamente, o óleo diesel (mais caro e poluente) em suas matrizes energéticas. O investimento total previsto é de R$ 13,5 bilhões para Santo Antônio e R$ 8,7 bilhões para Jirau, o que representa quase o dobro do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado de Rondônia.

 

Além de pesados investimentos federais em infra-estrutura no Estado, as obras, também, estão atraindo muitas empresas, de vários portes e segmentos, e estimulando, assim, a criação de novos empregos com o desenvolvimento industrial e comercial da região. Só nos canteiros de obras de Santo Antônio e Jirau foram abertos 20 mil postos de trabalho. Para cada emprego criado, os especialistas avaliam que surgirão outros três em forma de serviços. As estimativas são de que nos próximos dez anos só a cidade de Porto Velho, hoje com pouco mais de 380 mil habitantes, receba 100 mil novos moradores, atraídos pelas mudanças econômicas estimuladas pela construção das hidrelétricas.

 

A Usina Hidrelétrica de Jirau

 

Localizada na Ilha do Padre, no Rio Madeira, cerca de 136km do centro urbano de Porto Velho, mas ainda dentro do município, Jirau é hoje uma das maiores obras de engenharia em construção no mundo, e está a cargo do consórcio "ESBR - Energia Sustentável do Brasil", formado pelas empresas Suez Energy (50.1%), Eletrosul (20%), Chesf (20%) e Camargo Corrêa (9,9%).

 

A hidrelétrica com barramento contínuo contará com duas casas de força, uma em cada margem do rio. A primeira possui 28 unidades geradoras, do tipo bulbo, acoplada à tomada d'água, localizada no braço direito do rio. Na margem esquerda, localizam-se mais 18 unidades geradoras, também do tipo bulbo, tendo como vértice a extremidade sul da Ilha do Padre.

 

A barragem principal, tipo enrocamento com núcleo argiloso, está disposta segundo um eixo retilíneo ligando a extremidade sul da ilha do Padre à parede direita da casa de força 2, na margem esquerda. A área do reservatório será variável e terá 302,6 km², em seu nível d'água máximo normal, com área inundada variando entre 31 km² e 108 km².

 

Verdadeiro desafio à capacidade técnica da engenharia nacional, tudo que se refere à construção da usina de Jirau tem números grandiosos. Para se ter uma idéia, serão utilizados em torno de 14, 8 milhões sacas de 50 kg de cimento, 146 mil toneladas de aço para as armações  e cerca de 2, 8 milhões de metros cúbicos de concreto. Só a barragem de enrocamento consumirá mais de 1 milhão de m³ de rochas e argila. A casa de força, onde serão instaladas 46 unidades geradoras  (turbinas tipo bulbo), tem volume de concreto estimado em mais de 980 mil m³. Para construir tudo isso, foram contratados 10 mil trabalhadores diretos, oito mil deles alojados dentro do próprio canteiro de obras da usina.

 

Quando as obras da hidrelétrica de Jirau estiverem concluídas, o Estado de Rondônia receberá algo em torno de R$ 50 milhões/ano pelos royalties da energia gerada pelas águas do rio Madeira. Além disso, quando entrar em operação, a energia gerada pela UHE Jirau será inserida no Sistema Interligado Nacional (SIN), formando a maior Linha de Transmissão (LT) do mundo - subestação coletora e linha de transmissão Porto Velho – Araraquara/SP, com extensão total aproximada de 2,3 mil quilômetros.

 

Mega-cozinhas com equipamentos ELVI

 

Para alimentar tanta gente, foram construídas duas cozinhas de grande porte, uma na margem direita, outra na margem esquerda do rio. Para a da margem direita, concluída em meados do segundo semestre de 2008, contando com toda a parte de produção, estocagem e refeitório, a ELVI forneceu grande parte dos equipamentos – mesas lisas, mesas com cuba, estantes, prateleiras, fogões, chapas quentes, área de higienização com esteiras motorizadas e planos em geral. Todo material fabricado em aço inox 304, seguindo as especificações observadas nas normas de cozinhas industriais, bem como pelos principais e renomados projetistas do segmento. Na margem direita, a capacidade de produção da cozinha é de nove mil refeições/turno.

 

Para a estrutura da margem esquerda, agora em 2010, a ELVI forneceu três Ilhas completas de distribuição (Balcão térmico resistência a seco, Pista Refrigerada, Balcão de apoio de pratos e talheres, Balcão de apoio dos sachês), que foram instaladas no Refeitório “Gauchinho”, como é chamado na obra em homenagem a um antigo colaborador. Esse refeitório foi construído com um conceito diferenciado - sua estrutura é fechada (teto e paredes laterais) atrás de uma lona anti-térmica e seu ambiente é totalmente climatizado (sistema carpa). A cozinha da margem esquerda, que funcionará como cozinha de apoio de cocção, recebendo a comida base já pronta do Refeitório Pioneiro da margem direita para ser finalizada ali, contará com cinco câmaras frigoríficas da ELVI. Sua capacidade de produção será de três mil refeições/ turno. No total, as cozinhas das duas margens da Usina do Jirau produzirão 36 mil refeições/dia.

 

Esdras Marcio, supervisor comercial da ELVI na região Norte, e responsável pelo atendimento à Construtora Camargo Correa, afirma que "a assessoria e apoio pós venda dado pela nossa empresa foram fundamentais não só para o sucesso das negociações como para o resultado em si das cozinhas, das quais, com certeza, podemos nos orgulhar".

 

Sérgio Frota, gerente comercial da ELVI, explica que os negócios com a Usina de Jirau, assim como outros grandes empreendimentos dos quais a empresa tem participado, são resultado direto de uma estruturação interna voltada especificamente para esse segmento de obras de grande porte, que exigem não só equipamentos muito específicos, de alta tecnologia e qualidade, como, também, um atendimento técnico altamente personalizado. "Projetos dessa envergadura exigem cuidados especiais e estruturas proporcionais. Ao longo dos últimos anos, a ELVI investiu pesado para poder satisfazer as exigências desse mercado, montando toda uma logística tanto de atendimento, quanto de produção e transporte que tem se mostrado vencedora", diz ele.

 

"O Norte é um dos focos principais da nossa estratégia de crescimento e é com muito orgulho que vemos o nome da ELVI associado a um projeto como o da Usina de Jirau, marco decisivo para o desenvolvimento sustentado dessa região tão significativa do Brasil e para nós", comemora  José Sola, presidente da empresa.

 

 

Modelo reduzido da Usina de Jirau

Mega refeitório da Usina de Jirau instalado junto ao alojamento dos trabalhadores

 

CLIQUE AQUI e veja essas e outras fotos ampliadas

 

 

 

 

USINA HIDRELÉTRICA DE JIRAU

 

No vídeo acima, veja um pouco sobre a Usina Hidrelétrica de Jirau

 

Para ver esse vídeo ampliado, CLIQUE AQUI.

 

 

 

Ilha do Padre e a obra de Jirau já em andamento

Canteiro de obras da UHE de Jirau

Pá de uma das escavadeiras gigantes da obra

A operação de resgate dos peixes desenvolvida no início da construção da  barragem da Usina Hidrelétrica de Jirau, resultou em percentual zero de mortandade, fato inédito no País.

 

Polo Industrial Porto Velho

 

O Polo Industrial Porto Velho é um projeto urbanístico da Energia Sustentável destinado ao remanejamento das famílias do Distrito de Mutum-Paraná, cuja área será abrangida pela formação do lago do reservatório de Jirau.

 

 Planejado com base nos conceitos de sustentabilidade, o Polo será inaugurado em breve e terá área residencial e industrial, coleta de lixo, terminal rodoviário, escolas, Correios, posto de saúde, central de abastecimento, mini centro comercial, além de área de expansão para instalação de pequenas indústrias, lojas e mercado público para os produtores rurais, priorizando os comerciantes e empresários de Mutum-Paraná.

 

 Em uma área com mais de dois milhões de metros quadrados (exatamente 2.524.577,46 m²) está sendo erguida uma cidade completa, com total infraestrutura para 1.600 casas, construídas com material de qualidade superior – das quais mil já foram implantadas e cobertas e 328 estão prontas e habitadas por funcionários da Usina Jirau.

 

 Com o apoio do Polo Industrial Porto Velho e os 12 mil alojamentos construídos no canteiro de obras da Hidrelétrica, a Usina Jirau passa a ter condições de instalar com conforto a grande maioria dos seus contratados – o que já aconteceu, diminuindo o impacto populacional na sede de Porto Velho, assim como em Jacy-Paraná, distrito localizado próximo ao canteiro de obras.

 

 

 

USINA HIDRELÉTRICA

A usina hidrelétrica é uma instalação que transforma a energia hidráulica em energia elétrica.

 

Nela, a barragem represa as águas de um rio formando um reservatório. Esta água represada é conduzida por meio de tubulações até uma turbina (roda com pás).

 

A energia potencial, existente entre o nível do reservatório antes da barragem e o nível do rio após a barragem transforma-se em energia cinética, através da água que faz girar a turbina.

 

A turbina está ligada por um eixo a um gerador de energia elétrica que, que conseqüentemente, também entra em movimento. No gerador a energia cinética, ou energia mecânica, é transformada em energia elétrica.

 

A energia elétrica produzida vai para uma subestação de onde é transmitida para os centros de consumo.

 

As turbinas, em função da sua forma, podem ser de 3 tipos: Kaplan, Francis e Pelton. A escolha do tipo depende da altura da queda d’água e do regime de operação da usina.

 

O gerador é composto de um rotor (imã), que gira no interior de uma bobina (estator), provocando o aparecimento de uma corrente elétrica.

 

Principais elementos de uma usina hidrelétrica:

 

 

1. Reservatório ou lago: Surge quando a água do rio é represada pela construção de uma barragem.

 

2. Barragem: É uma estrutura construída no leito de um rio, permitindo acumular água. Pode ser de terra, enrocamento, alvenaria ou concreto.

 

3. Vertedouro: Permite o controle do nível da água do reservatório, principalmente em períodos de cheias. Pode ter ou não comportas.

 

4. Tomada d’água: É a estrutura que permite a condução da água do reservatório para adução das turbinas. Equipada com comportas de fechamento e grades de proteção.

 

5. Conduto Forçado: É a canalização que conduz água, sob pressão, para as turbinas. Podem ser externos ou subterrâneos.

 

6. Casa de Força: Local de onde se opera a usina e estão localizados os grupos turbo-geradores e auxiliares.

 

7. Canal de Fuga: Local de saída da água após movimentar as turbinas.

 

8. Subestação: Recebe a energia elétrica gerada na usina, transformando-a em alta tensão, para que possa ser transportada pelas linhas de transmissão a grandes distâncias.

 

9. Turbina: É uma roda com pás. A água faz a turbina girar ao atingi-la, transformando energia hidráulica em energia mecânica.

 

10. Gerador: Está acoplado mecanicamente à turbina. A energia mecânica disponível no eixo da turbina é transformada em energia elétrica pelo gerador.

 

 

Fonte: Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica – CEEE

 

 

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